sábado, 20 de dezembro de 2008

Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais: os vencedores

Depois de quatro meses, foram definidos os nomes dos vencedores do Concurso Revista Fórum e Fundação Banco do Brasil Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais.
Um professor de cada região do país vai ao Fórum Social Mundial de Belém, em janeiro de 2009, participar do evento e de uma oficina sobre tecnologia social, promovida pelos realizadores do evento. São quatro mulheres e um homem, e apenas dois dos vencedores são de capitais. Conheça os nomes dos vencedores: Centro-Oeste Doreni Ricartes Guimarães Tasso 50 anos, de Campo Grande (MS), professora do Centro Estadual de Atendimento ao Deficiente da Audiocomunicação (Ceada) Nordeste Edinalva Pinheiro dos Santos Oliveira 45 anos, de Arapiraca (AL), professora da Escola de Ensino Fundamental Benjamin Felisberto da Silva Norte Rozenilda de Souza 34 anos, de Boa Vista (RR), professora da Escola Estadual Profº Jaceguai Reis Cunha Sudeste Dulce Siano Rodrigues Oliveira 40 anos, de Juiz de Fora (MG), professora do Colégio Militar de Juiz de Fora Sul Edner Abelini 31 anos, de Maringá (PR), professor do Colégio Estadual Adaile Maria Leite Prêmio Os vencedores do Concurso ganham uma viagem com passagens e hospedagem incluídas para participar do Fórum Social Mundial de 2009, o Fórum Amazônico, em Belém (PA), de 27 de janeiro a 1º de fevereiro. Além de participar do evento, vão integrar uma oficina em que poderão falar sobre a proposta de atividades apresentada. Os vencedores serão contatados pela equipe da Revista Fórum. Todos os finalistas receberão um troféu e terão suas atividades divulgadas em um banco de propostas para discutir tecnologias sociais na escola. Os educadores que enviaram a sugestão de atividade devem receber os certificados de participação nos próximos dias. O Concurso Iniciado em agosto de 2008, o Concurso foi realizado pela Revista Fórum e Fundação Banco do Brasil, com o objetivo de levar o debate das tecnologias sociais para escolas do ensino fundamental da rede pública. Na primeira fase, os professores se inscreviam e apresentavam uma proposta de atividades para desenvolver na escola. A partir das respostas, foram definidos 10 finalistas por região do país, que foram convidados a prestar mais esclarecimentos. Avaliadores A análise das respostas dos 50 finalistas foi feita por 15 avaliadores. São eles: Alexandre Akira Takamatsu, do Instituto de Tecnologia do Paraná; Ana Cristina Accioly, educadora, pedagoga e diretora do Instituto Palmas; Eunice Nodari, do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão (Forproex); Felipe Pinheiro, representante da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) no Comitê Coordenador da Rede de Tecnologia Social (CC/RTS); Ghislane Duque, professora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e membro da ASA; Lana Pires, gerente da área de Segurança Alimentar do Ministério de Ciência e Tecnologia (Secis); Luiz Carraza, do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN); Odilon Guedes, do Instituto Primeiro Plano; Paulo Magalhães, sociólogo e ex-representante da Caixa no CC/RTS; Rodrigo Fonseca, doutorando Unicamp e representante da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no CC/RTS. Também participaram Anselmo Massad, Brunna Rosa, Glauco Faria e Vanessa Nicolav, da Revista Fórum. Foram levados em conta cinco critérios, a clareza do conceito de tecnologia social, o envolvimento da comunidade, a interdisciplinaridade, a exeqüibilidade e a reaplicabilidade em outras escolas.

Português será ensinado em escolas argentinas

O ensino do português será obrigatório na Argentina, em escolas de nível médio e também em escolas primárias de Províncias da região de fronteira com o Brasil.
A disciplina será optativa para estudantes de instituições públicas e privadas, mas as escolas deverão ofertá-la de maneira permanente.
Projeto de lei sobre o tema foi aprovado por unanimidade anteontem à noite pelo Senado, após ratificação também unânime na Câmara de Deputados. A iniciativa agora vai à sanção da presidente Cristina Kirchner.
A Argentina agora se equipara ao Brasil, que tornou obrigatório o ensino de língua espanhola em agosto de 2005, com prazo de cinco anos para implantação da lei.
As leis aprovadas são semelhantes. No Brasil, o ensino de língua espanhola também é de oferta obrigatória e matrícula facultativa no ensino médio. A lei brasileira também abre a possibilidade de inclusão da disciplina no ensino fundamental.
A norma argentina determina que a lei esteja em plena vigência até 2016, com prioridade para as Províncias da região de fronteira -Misiones, Entre Ríos e Corrientes.
A senadora governista Blanca Osuna, presidente da Comissão de Educação do Senado, reconheceu à Folha que haverá dificuldades até que a lei saia do papel. Disse que a capacitação do corpo docente para o ensino do português é desigual nas Províncias e que as regiões de fronteira saem na frente.
Osuna disse, contudo, ter sentido disposição favorável do setor de educação e afirmou que a presidente irá sancionar a medida. "Recebi muitas mensagens de pessoas e instituições que manifestavam interesse e satisfação pelo passo que estávamos dando."

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Imigração portuguesa no Brasil apresentou privilégios

A legislação brasileira sempre concedeu privilégios políticos e jurídicos aos imigrantes portugueses, em comparação a cidadãos de outras nacionalidades.
No entanto, ao mesmo tempo em que tiveram vantagens diplomáticas, os portugueses também foram alvo de perseguições em terras brasileiras. Os dados estão na pesquisa de doutorado Laços de Sangue – Privilégios e Intolerância à Imigração Portuguesa no Brasil (1822-1945), de autoria do jornalista e professor universitário José Sacchetta Ramos Mendes. O estudo foi escolhido como o melhor trabalho acadêmico do ano de 2007 pela Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tendo recebido, no último mês de novembro, o Prêmio Fernão Mendes Pinto.
Apesar de a análise do tema ter compreendido o período entre a Independência do Brasil e o fim do Estado Novo, Sacchetta destaca que, atualmente, as Leis brasileiras continuam tratando os portugueses de maneira diferenciada. “De acordo com a atual Constituição, os portugueses e outros lusófonos que comprovarem que possuem um ano de residência fixa no Brasil podem solicitar a naturalização. Já para os cidadãos de qualquer outra nacionalidade, este prazo é de 15 anos ininterruptos”, aponta.
Segundo o pesquisador, os portugueses nunca foram vistos como estrangeiros, mas sim como compatriotas. Sacchetta realizou um estudo de Leis brasileiras, desde 1822 até 1945, e analisou documentos do Itamaraty (correspondência diplomática). Por meio da Cátedra Jaime Cortesão, da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, o pesquisador conseguiu um auxílio para estudar em Portugal, onde pesquisou o Arquivo Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Arquivo da Torre do Tombo.
Ele também atuou como Visiting Scholar, na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, onde pesquisou arquivos do Centro de Estudos Brasileiros daquela instituição. A pesquisa foi apresentada em abril de 2007 na FFLCH, no Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER), sob a orientação da professora Maria Luiza Tucci Carneiro. De acordo com o pesquisador, estatísticas brasileiras e portuguesas apontam que, entre 1822 e 1950, cerca de 1 milhão e 900 mil portugueses imigraram para o Brasil.
Privilégios
O jornalista conta que na Assembléia Constituinte de 1823, os portugueses não foram considerados estrangeiros. “Qualquer pessoa nascida em Portugal, que morasse no Brasil, foi considerada brasileira caso concordasse com a Independência”, conta. Já na Era Vargas (1930-1945), fase em que ocorreram diversas restrições à entrada de estrangeiros no Brasil, os portugueses continuaram sendo beneficiados. “Na Constituição de 1934, havia um artigo que limitava as cotas de entrada para estrangeiros no Brasil, de todas as nacionalidades. Em 1938, essa Lei foi suspensa apenas para portugueses”, relata.
Entre 1939 e 1945, houve uma redução da imigração em todo o mundo devido a Segunda Guerra. “Durante o conflito mundial, Vargas enviou circulares para os serviços diplomáticos do exterior dizendo que os portugueses poderiam entrar no Brasil. O mesmo presidente que proibiu a entrada de judeus, incentivou a imigração portuguesa com o objetivo de "garantir o fortalecimento étnico da nação", comenta. “Isso mostra uma intenção política clara de negação da realidade brasileira: o País não deveria ser o que ele era de fato”, aponta.
O jornalista menciona ainda uma carta dirigida ao chanceler Oswaldo Aranha, escrita em 1943 por Frederico de Castelo Branco Clarc, presidente do Conselho de Imigração e Colonização: “A orientação era de que não deveria haver restrição numérica para a entrada de portugueses no Brasil, visando a formação étnica”, conta. Após o final da Era Vargas, na Constituição de 1946, foi colocado um artigo que também tratava os portugueses com privilégios. “Na época, o antropólogo Gilberto Freyre e um grupo de deputados defendiam que os portugueses não deveriam ser considerados estrangeiros”, comenta.
Perseguições
O pesquisador afirma que a lusofobia no Brasil ocorreu mesmo após a Independência, ficando muito forte até 1930. Ele conta que em 30 de maio de 1834, no episódio conhecido como “A Rusga”, foram mortos entre 200 e 400 portugueses em várias cidades na então província do Mato Grosso.
Há documentos que mostram que, após 1822, ocorreram ataques a portugueses no Rio de Janeiro no início do século XX. Sacchetta destaca que, tradicionalmente, na historiografia, os portugueses foram considerados “fura greve”. “Porém, as estatísticas apontam que entre 1900 e 1920 foram expulsos do Brasil mais portugueses do que italianos e que várias lideranças operárias tinham nacionalidade portuguesa”, esclarece.
O pesquisador também comenta que entre os cerca de 130 mil prontuários do antigo Departamento Estadual de Ordem Política e Social do Estado de São Paulo (Deops) entre 7,5% e 8,5% são de portugueses. “As tradicionais piadas e chacotas envolvendo este povo cresceram durante a Primeira República, mas é muito provável que sejam anteriores a este período”, diz.
De acordo com a atual Constituição brasileira (Artigo 12, Parágrafo I), o privilégio antes direcionado apenas aos portugueses também foi estendido para os nascidos em países de Língua Portuguesa, como Angola e Moçambique. O jornalista lembra que a diferenciação que as leis brasileiras fazem em relação ao povo português não ocorre em outros países como Argentina / Espanha ou Inglaterra / Estados Unidos, por exemplo. “Apenas na Venezuela existe um estímulo à imigração de portugueses, italianos e espanhóis, mas nada comparado ao que ocorre no Brasil”, finaliza.
Mais informações: (71) 3264-4764 ou e-mail's

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Seduc divulga resultado da Seleção de Diretores das Escolas de Educação Profissional

A Secretaria da Educação (Seduc) divulga as listas dos resultados da Seleção de Diretores das Escolas de Educação Profissional. A primeira lista é referente aos 294 candidatos aprovados na classificação geral, e a segunda lista corresponde aos 108 candidatos convocados para o curso da segunda fase do processo.

O curso é dividido em dois módulos. O primeiro será realizado nos dias 10, 11 e 12 de dezembro, das 8 às 18 horas, e o segundo nos dias 15 e 16 no mesmo horário. As aulas serão ministradas no Condomínio Espiritual Uirapuru - Casa de Retiro Nossa Senhora de Fátima - Auditório Madre Dias (av. Alberto Craveiro, 2222 - Bairro: Dias Macedo - Fortaleza – Ceará).

Os candidatos classificados na lista geral que não foram convocados para o curso no próximo dia 10, irão compor um banco de dados e poderão ser convocados a qualquer momento para a segunda fase do processo.

A prova de seleção de diretores das Escolas de Educação Profissional ocorreu no dia 30 de novembro e contou com um total de 2.569 inscritos.

Listas de classificação:
Classificação Geral
Convocados para a 2ª fase

Saiba mais sobre o deslocamento para o curso:
Ponto de referência do local: Próximo ao Estádio CastelãoÔnibus: Dias Macedo/Parangaba - saindo do terminal da ParangabaJosé Walter - saindo da Praça Coração de Jesus no CentroCastelão - saindo da Praça Coração de Jesus no Centro

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Não percam a nossa feira! Vai ser um show, confira!

A ESCOLA CONSERVA FEITOSA CONVIDA A TODOS PARA A FEIRA QUE ACONTECERÁ EM DEZEMBRO. VEJA A GENDA

QUINTA-FEIRA 04/12/2008
MANHÃ – ORGANIZAÇÃO DAS SALAS
TARDE – ABERTURA DA FEIRA - HINO NACIONAL E DO CEARÀ
(ORGANIZAÇÃO DAS SALAS) APRESENTAÇÃO DA PEÇA (8º ANO)
A GINCANA
PARTICIPAAÇÃO ESPECIAL ONG JURITI
NOITE – BANQUETE LITERÁRIO

SEXTA-FEIRA 05/12/2008
MANHÃ-VISITA AS SALAS
APRESENTAÇÕES CULTURAIS (ONG JURITI)

TARDE – APRESENTAÇÃO DO PROJETO “A RESSIGNIFICAÇÃO DAS DATAS COMEMORATIVAS
VISITA AS SALAS
NOITE – SHOW: GRUPO SAL DA TERRA.

SÁBADO- 06/12/2008
MANHÃ - FEIRA DO TRECO
ENCERRAMENTO
AVALIAÇÃO

Alunos com bom desempenho no 3º bimestre

6º ano "A"
DALVA
DIEGO
JENNIFER
BRUNO
LAIANE
MAYARA
WESLEY
AMANDA

6º ano "B"
ANTONIO WESLEY
ARIANA SOARES
DÉBORA
FRANCISCO IDELANDIO
GEYCIANE
ROSIMAR
VITÓRIA

6º ano "C"
LAYSLA
JOSEANE
EDSON
MARIA JOSELANIA
MICHAEL
MAYARA
CÍCERO LUAN

7º ano "A"
VALESKA
TAYS
JÚLIO
FRANCISCO NATANAEL
FELIPE
CÍCERO DANIEL
CÍCERO LEOSMAR
ADRIANO TEIXEIRA
ALAN TEIXEIRA
ANDERSON

7º ano "B"
ALDAIR
ALLISON
ANGELA
IDERLANIO
MARIA RAFAELLE
FERNANDA

8º ano "U"
ANA PATRÍCIA
DJENIFER
JULIANA
MARIA ELIANE
PALOMA
PAMMELLA
ROBERTO
VALÉRIA

9º ano "U"
ADÃO
ANA CAROL
ANDRÉIA
ELIANA
ELISÂNGELA
ERILÂNGELA
NATHALIA
TAILSON
WELIDA


ENSINO MÉDIO
1º ANO "A"

CLEONICE
DÉBORA
FRANCISCA ALDIRNANDA
FRANCISCO DAVIDSON
JEFFERSON
JUCIMARA
LUZIA
ROSELAINE
VANESKA
WESLEY

1º ANO "B"
CÍCERA MARIA
FRANCISCA PEREIRA
FRANCISCO WHATILA
IVANILDA
PATRÍCIA
PRYSCILLA
RAYANNE
CÍCERA ÉRICA
CARLOS RAMON

1º ANO "C"

ADRIEL
AVANI
D’ARC
KENILCE
FRANCISCA GOMES
JOSÉ ALISSON
JOSÉ FÁBIO
JOSÉ MÁRIO
MARIA DANIELE
MARIA SILVANTE
ROSIMERIA
SILVANIA

2º ANO "A"

ANDRÉIA
ANTONIA JANAINA
CÍCERO FARIAS
CRISOSTRI
ELAINE
GERLANY
ISMAEL
LUIZIANE
MARCONE
MARGARIDA
MARIA ALINE
MARIA FABÍOLA
MARIA VALDENEIDE
VANIZA

2º ANO "B"
CLAÚDIA
HERMESON
KARINA
LILIANE
MARIA CLEIANY
MARIA JAQUERLÂNIA
MARIA KELVIN
MARCELO
SUERLANE

3º ANO "A"
ANA RENE
IRENILDA
MARIA FERNANDA
MARIA THAYSE
RAQUEL
SILVANEIDE
SUELANE

3º ANO "B"
VALCLÉCIA
DANÚBIA KELI
EDMAR
JADYANA
PRISCILANE
MAURÍCIO
ROSILENE
ANA PAULA


EJA III
ALINNE SILVA
ANTONIA DOS SANTOS
CÍCERO LOPES
DANIEL PEREIRA
EFIGÊNIA
FLAVIANA
FRANCISCA DANIELA
IRAN
IZABEL
JEANE
JOANA D’ARC
JOSÉ ALAN
JOSÉ ANTÔNIO
JOSÉ JÚNIOR
JOSÉ JUSCÉLIO
JOSÉ LUÍZ
JOSÉ ROMÁRIO
JOSÉ SANGIELY
JOSÉ WILLAMES
RAMON
TATIANA
CHINARARA
GILMAR

EJA IV "A"
ADRIANA
ROBSON
CRISTIANE
ELCLECIANO
FRANCISCA RODRIGUES
FRANCISCO WILLIS
HENRIQUE
JAQUELINE
JOANA D’ARC
JOSÉ ROBERTO
LUCIMAR
MARCELO
MANUELA
MAURÍCIO
RAFAEL
WELTON
LÚCIA

EJA IV "B"
CÍCERA RODRIGUES
EDSON
FLÁVIO
DEISE
EUNICE
FRANCILENE
EDILENE
JAILSON
JEFFERSON
JONATAS
JORGE MICHAEL
RENATO
MARCOS
HOSANA
IVONEIDE
LUCIVÂNIA
SOCORRO
MARLENE
PATRÍCIA
RAIMUNDO
UILIS


A aprendizagem é fundamental para o desenvolvimento e a evolução de um cidadão.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O ciclo vicioso do vandalismo

Um importante estudo que pode auxiliar os educadores a compreender a questão do vandalismo nas escolas.
Violação de uma norma social fomenta a transgressão de outras, diz estudo holandês.

Lixo no chão, pichações nas paredes e outros tipos de desordem urbana são o cenário ideal para atos de vandalismo. É o que diz um estudo realizado na Holanda. A pesquisa concluiu que as pessoas se sentem mais à vontade para transgredir as normas quando vêem que outros indivíduos já fizeram isso antes. Pesquisadores da Universidade de Groningen (Holanda) realizaram seis experimentos de campo em que observaram o comportamento de indivíduos em cenários com ausência e presença de vandalismo. Em ambas as situações, as pessoas não sabiam que estavam sendo observadas.
Os resultados mostraram um aumento significativo de pequenos delitos quando era possível notar no ambiente alguma transgressão das regras estabelecidas. O artigo foi publicado na revista Science desta semana. Um dos testes foi feito em um estacionamento de bicicletas. Os pesquisadores colocaram um folheto de propaganda em cada bicicleta com o objetivo de observar se as pessoas iriam jogá-lo no chão ou levá-lo até uma lixeira mais distante, já que não existia uma no local. Uma placa pendurada dizia que pichações eram proibidas.Em uma das situações, as paredes estavam limpas e, na outra, estavam tomadas por pichações.
Das 77 pessoas observadas em cada situação, 69% jogaram o folheto no chão no cenário com as paredes pichadas. Quando as paredes estavam limpas, apenas 33% cometeram a mesma infração.
Comportamento influenciador
“Quando as pessoas observam que outras picharam onde isso não deveria ter sido feito, elas percebem um comportamento inapropriado”, explicam os autores no artigo. E completam: “Acreditamos que isso enfraqueça seu interesse em ter um comportamento adequado e fortaleça a vontade de fazer o que faz bem a elas (por exemplo, ser preguiçoso e jogar papel na rua) ou o objetivo de obter recursos materiais por meio de furtos.”
Outro experimento avaliou o impacto da transgressão das regras de uma empresa privada, que não têm força de lei, nas atitudes das pessoas. O cenário foi um estacionamento de supermercado em que um aviso pedia que os clientes devolvessem o carrinho de compras ao seu local de origem.
Entre os indivíduos que encontraram o estacionamento com quatro carrinhos abandonados, 58% jogaram lixo no chão, enquanto somente 30% das pessoas que encontraram o local livre de carrinhos tiveram a mesma atitude. “Nossa conclusão é que, se a violação de certa norma se torna mais comum, isso irá influenciar negativamente a concordância com outras normas e regras”, afirmam os autores. “O efeito não é limitado a normas sociais, é também aplicado a ordens policiais e até a solicitações legítimas feitas por companhias privadas.”
Teoria das janelas quebradas
Segundo os pesquisadores, as conclusões da pesquisa reforçam a chamada teoria das janelas quebradas, defendida em 1982 por dois criminologistas da Universidade Harvard (Estados Unidos). A teoria postula que o vandalismo provoca o crescimento da desordem e, conseqüentemente, da criminalidade. Mas os críticos dessa hipótese questionam se ações de repressão ao vandalismo de fato conseguiriam diminuir a ocorrência de crimes mais sérios, como seqüestro e assassinato. Os cientistas holandeses dizem que seu estudo confirma empiricamente a teoria e traz indicações sobre o que precisa ser feito para combater o crime. “Essa é uma mensagem clara para os construtores de políticas públicas e oficiais de polícia: um diagnóstico e uma intervenção precoces são de importância vital quando se luta contra o espalhamento da desordem”, ressaltam.

Fonte: Ciência Hoje (21.11.2008)