segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Fumo, bebida e batata frita


Fumo, bebida & batata frita... Eles são hoje três vilões combatidos – em nome da saúde pública – com força cada vez maior. E se tornaram símbolos do conflito que opõe a liberdade de escolha à vocação do Estado para tutelar nossa vida
Marcelo Zorzanelli

Confira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegra na edição da revista Época no último dia 15 de setembro.


Em 1976, Roberto Carlos lançou um funk com a seguinte letra: Se faço alguma coisa sempre alguém vem me dizer/Que isso ou aquilo não se deve fazer/Já não sei mais o que é certo/E como vou saber/O que devo fazer/Que culpa tenho eu/Me diga amigo meu/Será que tudo o que eu gosto/É ilegal, é imoral ou engorda?. Esse divertido libelo contra o movimento politicamente correto fez sucesso em pleno regime militar. O que inspirou Roberto Carlos a esse ato de transgressão foram as patrulhas morais que rechaçavam as auto-indulgências do cidadão comum por seus pequenos prazeres terrenos. Naquele ano o brasileiro habitava um modesto paraíso de liberdades individuais: podia tomar uma taça de vinho e dirigir seu Opala SS, soltar baforadas de Minister onde bem entendesse e comer biscoitos recheados sem se preocupar se cada mordida aumentaria seu risco de sofrer um infarto.
De lá para cá, não foi apenas Roberto Carlos que se tornou mais conservador. O Estado brasileiro também enquadrou alguns hábitos cotidianos. No dia 20 de junho, entrou em vigor a Lei número 11.705, conhecida como “Lei Seca”. Seu objetivo é nobre: coibir a mistura de álcool e direção, uma combinação responsável por boa parte das 35 mil mortes no trânsito a cada ano. Para combater um problema tão nocivo à sociedade, a lei recorre a medidas extremas: ela não permite que o condutor de um veículo tenha bebido uma gota de álcool antes de dirigir – a tolerância mínima de 0,2 grama de álcool por litro de sangue foi proposta pelo Ministério da Saúde para evitar que medicamentos e enxaguantes bucais fossem pegos pelo bafômetro. Se o motorista estiver acima do limite de 0,6 grama por litro, além da multa de R$ 955 e de perder a habilitação por um ano, ele vai para a cadeia. Os reincidentes podem pegar uma pena de três anos. Uma tolerância tão baixa ao álcool só é vista em poucos países: nos que adotam a lei islâmica, como o Azerbaijão (onde também é proibido comer carne de porco e segurar a mão de uma mulher em público), em alguns dos ex-integrantes da União Soviética, como a Estônia, na problemática Colômbia e em países nos níveis mais baixos do Índice de Desenvolvimento Humano, como Etiópia, Mongólia e Nepal. Em geral, são países em que os cidadãos já estão acostumados a uma intervenção mais rígida do Estado em sua vida. Na Inglaterra e nos Estados Unidos, de cultura mais liberal, o limite é de 0,8 grama por litro de sangue, quatro vezes maior que o brasileiro.
A Lei Seca não é o único exemplo de preocupação do Estado com hábitos particulares. Há três semanas, o governador José Serra enviou um projeto de lei à Assembléia Legislativa de São Paulo proibindo o fumo em lugares fechados, públicos ou privados. Nem mesmo as áreas livres dentro de condomínios ou os fumódromos de empresas seriam permitidos. A multa para os estabelecimentos poderá ir de R$ 220 a R$ 3,3 milhões. Acabariam também as alas para fumantes dos restaurantes. “Queremos prevenir problemas de saúde ligados ao tabaco e eliminar o fumo passivo”, afirmou o secretário de Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata. “O projeto não é moralista, é uma medida de saúde pública”, disse Serra. De fora, ficaram apenas os locais de culto religioso como centros de umbanda, onde o tabaco faz parte do ritual, instituições de saúde onde o fumo tenha sido recomendado por médicos, espaços ao ar livre e estabelecimentos como charutarias, devotados à turma das baforadas. Se a lei for aprovada, a fiscalização será feita pela Vigilância Sanitária, pelo Procon e pela Polícia Militar. Um número de telefone será criado para denúncias anônimas. Uma lei de teor semelhante está em vigor no Rio de Janeiro desde 31 de maio. No caso do cigarro, as duas capitais brasileiras estão seguindo uma tendência dos países mais desenvolvidos.
Assim como a bebida e o cigarro, a indústria dos alimentos também está sob a vigilância da turma da saúde. No fim do século XX, o mundo acordou para o problema da obesidade. Não mais como uma questão estética, mas como um dos mais graves problemas da sociedade moderna. Nos países desenvolvidos, os problemas de saúde relacionados à má qualidade e aos excessos da alimentação matam mais gente que a fome. A reação envolve o cerco às empresas de fast-food, de açúcar e biscoitos, principalmente.
Na semana passada, a ofensiva foi contra a gordura trans. Patenteado em 1902 na Alemanha, esse tipo de gordura artificial foi adotado pela indústria alimentícia desde os anos 1960 como substituto das gorduras de origem animal. A gordura trans é obtida pela adição de uma molécula de hidrogênio a um óleo vegetal, tornando-o sólido. A princípio, acreditava-se que ela tornaria os alimentos mais saudáveis. Em 1988, um estudo ligou sua presença em alimentos a uma série de doenças vasculares. De lá para cá, várias pesquisas revelaram que ela aumenta um tipo de colesterol, chamado LDL, nocivo ao organismo. Atualmente, os rótulos de alimentos com gorduras trans devem informar em que quantidade ela é usada na composição. Alguns alardeiam ser livres desse tipo de gordura.
Para o governo, isso é pouco. Numa reunião com os fabricantes de alimentos realizada neste ano, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, citou os números de pessoas hospitalizadas por causa de acidentes vasculares cerebrais para justificar o banimento do ingrediente. A gordura trans deixa a batata frita crocante, dá consistência à margarina e aos requeijões cremosos e tem uma infinidade de aplicações na indústria alimentícia. Para Edmund Klotz, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação, não é possível eliminar esse ingrediente em três anos, como pede o Ministério da Saúde. “Se for fixado um prazo para acabar com a gordura trans, vamos ter de voltar à velha banha”, disse.

Escola tradicinal X Escola Inteligente

Qual a escola que desejamos? O que estamos fazendo para construir o que queremos? Leia, pense, discuta. Será que estamos preparados para viver a escola inteligente? Somos todos responsáveis! Conheça as diferenças entre a escola tradicional e a escola inteligente. Ajude-nos a construir a escola que desejamos.
A escola tradicional

O professor - Passa a maior parte do tempo explanando sobre a disciplina, falando e fazendo anotações no quadro-negro
O aluno - Fica em silêncio, ouvindo as explanações do professor e fazendo anotações em seus cadernos
A disposição da sala - O professor permanece em pé, diante dos alunos, junto ao quadro. Os alunos ficam sentados em carteiras individuais, separados em fila
As atividades - Além de ouvir a lição do professor, o aluno responde a perguntas ou faz exercícios em livros e cadernos. As atividades práticas ficam condicionadas a horários e locais predeterminados
Recursos pedagógicos - Na mesma sala, há computadores, material de laboratórios de ciências e recursos da sala de artes. O professor pode estimular os alunos a encontrar um tipo de relevo num programa de mapas na Internet e sugerir que eles reproduzam aquele tipo de terreno utilizando material como papel, massa e tinta
O tempo - O ensino é restrito ao horário escolar, isto é, à duração das aulas. Quando deixa a escola, o aluno estuda por conta própria ou completa uma tarefa elaborada previamente pelo professor

A escola inteligente

O professor - Na maior parte do tempo, propõe problemas para os alunos, coordena debates e orienta as pesquisas dos estudantes. Resume a aula expositiva ao mínimo necessário.
O aluno - É desafiado constantemente a solucionar problemas, pesquisar, criticar e debater temas ligados à disciplina. A conversa entre os colegas não só é permitida como estimulada.
A disposição da sala - O professor fica circulando entre os alunos, verificando o andamento dos debates ou da pesquisa, tirando dúvidas e dando orientações. Os alunos sentam-se em mesas de três lugares para estimular atividades em grupo
As atividades - Os estudantes assumem o papel de pesquisadores, em vez de ouvintes. Passam a maior parte do tempo buscando respostas, debatendo e avaliando o trabalho de outros colegas
Recursos pedagógicos - Na mesma sala, há computadores, material de laboratórios de ciências e recursos da sala de artes. O professor pode estimular os alunos a encontrar um tipo de relevo num programa de mapas na Internet e sugerir que eles reproduzam aquele tipo de terreno utilizando material como papel, massa e tinta
O tempo - A aprendizagem não se limita à escola. Pela Internet qualquer horário, o estudante pode participar de chates, foruns com os colegas, acessar materiais elaborados pelo professor e publicar o resultado de seus próprios estudos.

Irmãos educados em casa passam em prova, mas têm futuro indefinido

Os irmãos mineiros David, 15 anos, e Jonatas, 14 anos, que saíram da escola tradicional há dois anos e são educados em casa pelos pais foram "aprovados" na maratona de quatro dias de provas determinadas pela Justiça de Timóteo, em Minas Gerais, para avaliar se tinham conhecimento compatível com estudantes da mesma idade. Ainda assim, o futuro dos meninos continua indefinido, já que a educação em casa não é permitida pela legislação brasileira.
A nota mais baixa que Jonatas teve foi 37, em história. A mais alta foi a de português: 81 pontos. David teve a nota mais baixa em ciências - 46 pontos; e a mais alta em geografia - 86 pontos. A média final dos irmãos superou os 60 pontos, que era a mínima exigida pela Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais. (Veja as notas dos meninos abaixo).


Disciplina David Jonatas

Português 61 81
Inglês 74 68
Matemática 60 54
Ciências 56 63
Geografia 86 66
História 85 37
Arte 73 80
Ed. Física 58 71

Os pais dos jovens, Bernadeth e Cleber Andrade Nunes, estão sendo processados nas áreas cível (por descumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente) e criminal (pelo crime de abandono intelectual). Eles foram condenados em primeira instância na área cível a rematricular os adolescentes na escola e pagar uma multa - eles podem até perder a guarda dos filhos. A família recorreu. Agora falta a manifestação do juiz criminal - que vai determinar se houve ou não o abandono intelectual.
Para Cleber, o resultado das provas é "excelente", pois, na opinião dele, mostra que não existe o crime de abandono intelectual dos filhos. "Sem freqüentar a escola, eles tiraram notas altas em matérias que eles receberam o conteúdo programático apenas uma semana antes dos exames. Tenho esperança de que o juiz seja favorável a nós, já que os meninos superaram as médias estipuladas", disse.
Elisabeth Anareli Pereira, professora e diretora da Superintendência Regional de Ensino da região de Coronel Fabriciano (que engloba a cidade mineira de Timóteo), diz que o resultado que os meninos atingiram nas provas é "razoável e está totalmente dentro da normalidade dos alunos de escolas públicas". Para Elisabeth, mesmo com as notas acima da média, os irmãos deveriam freqüentar a escola tradicional. "Para um pai que acha que a escola pública regular não é boa, ele deveria entender que a escola regular é boa, sim, já que as notas obtidas pelos meninos foram compatíveis com as notas que os nossos alunos tirariam na mesma prova", afirma.
Questionada sobre questões da prova de educação artística que pediam para dissertar sobre Picasso e fazer críticas sobre peças teatrais, Elisabeth disse que a prova foi elaborada de acordo com o currículo do ensino fundamental. "Não peguei todas as provas para avaliar, porque havia uma banca de professores para isso. Mas as aulas de artes se modernizaram. Na minha época de colégio, a gente aprendia a bordar", afirma.
Elisabeth diz que a prova não foi difícil para alunos dessa idade. "A gente avaliou o conteúdo que eles teriam que saber. O que eu posso dizer é que eles estão aptos a cursar o 1º ano do ensino médio (o mais velho) e o 9º ano do ensino fundamental (antiga 8ª série, o menino mais novo)". Para isso, eles seriam "reclassificados", afinal, abandonaram a escola quando cursavam a 6ª e a 5ª séries do ensino fundamental, respectivamente. As provas e os resultados já foram encaminhados para avaliação da Justiça. Na opinião da diretora da superintendência de ensino, o pai deveria rematricular os filhos na escola para cumprir as Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e o ECA, "Se ele acha a escola ruim, ele deveria complementar o ensino no contra-turno dos meninos. O que ele não pode é infringir as leis".
Em entrevista ao G1, o juiz Eduardo Augusto Guastini, titular do Juizado Especial Criminal e responsável pelo caso dos irmãos Nunes disse que o processo ainda não tem decisão final porque duas testemunhas precisam ser ouvidas, mas descartou a possibilidade de prisão dos pais dos adolescentes - pois são réus primários e, por não haver, por enquanto, comprovação de abandono intelectual.

"O caso deles é bem diferente e mais complexo. Já peguei casos de abandono intelectual, mas eram casos de pais que simplesmente tiravam os filhos da escola. Não tinham o objetivo de educá-los em casa", disse o juiz. A pena para o crime de abandono intelectual varia de 15 dias a um mês de prisão ou multa, que pode ser revertida em prestação de serviços para a comunidade. "Mas a prisão você pode esquecer, eles não vão para a prisão", afirmou Guastini.

De acordo com Guastini, as testemunhas de defesa são de outros estados e, por isso, serão ouvidas por carta precatória - procedimento que pode demorar algum tempo. Depois disso, os pais serão ouvidos e o processo seguirá para as alegações finais do Ministério Público - autor da ação e responsável pelo pedido de condenação ou não dos pais. A defesa também terá um prazo para se manifestar e só então o processo volta para o juiz que dará sua decisão.

As provas foram elaboradas por uma comissão de 16 professores das secretarias municipal e estadual de Educação. Cada disciplina teve 20 questões - 15 de múltipla escolha e cinco discursivas - e os exames foram aplicados de 18 a 21 de agosto.

domingo, 14 de setembro de 2008

Cecília Meireles: Poeta e Educadora

Essa dama da literatura é encantadora. Fasciname-me sua obra! Àqueles que ainda não a conhece, faço um convite: descubra-a e depois nos conte um pouco dessa experiência!

Ela mesmo com o seu jeito impar de escrever soube muito bem fazer a sua apresentação:

"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno.
(...) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.
(...) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."


A paixão pelos livros e a leitura norteia o caminho da jovem Cecília. Aos 16 anos, ela se diploma professora. A vontade e o fascínio pelo "saber" a conduzem, então, para o estudo de outros idiomas e para o Conservatório Nacional de Música, onde tem aulas de canto e violino.

Ainda que "fizesse versos" e compusesse cantigas para os seus brinquedos desde a escola primária, é na adolescência que Cecília Meireles começa a "escrever poesias", segundo sua própria definição. Em 1919, aos 18 anos, ela publica seu primeiro livro de poemas: ESPECTROS, iniciando um período de grande produção.
Três anos mais tarde, casa-se com o artista plástico português Fernando Correa Dias. Ele seria o ilustrador de futuras obras da poeta e pai de suas três filhas, três Marias: Elvira, Matilde e Fernanda. Um ano depois do casamento, Cecília Meireles publica NUNCA MAIS...E POEMA DOS POEMAS, com ilustrações de Correa Dias. Em 25, o terceiro livro, BALADAS PARA EL-REI. As três obras, apesar de excluídas de sua Obra Poética, publicada em 1958, apontam traços marcantes de toda a produção Ceciliana. Tematicamente, em destaque, o misticismo: Em NUNCA MAIS...E POEMA DOS POEMAS, manifestado através do desejo da união da alma humana com Deus.
Em BALADAS PARA EL-REI, através do desencanto e da nostalgia do além. Formalmente, os poemas constroem-se através da repetição de palavras, vogais e consoantes, refletindo, os versos, uma particular musicalidade. Segundo críticos de sua obra, Cecília Meireles, associando uma percepção sensorial a outra, produz sinestesias transfiguradoras da realidade, anunciando o nível de sua futura produção.
A partir de 1925, a educadora Cecília Meireles se sobressai à poeta. Em 1927, ela publica a prosa poética CRIANÇA, MEU AMOR, livro que posteriormente seria indicado como leitura oficial nas escolas. Dois anos depois, ela se candidata à cátedra de literatura da Escola Normal, mas o cargo, de acordo com as cabeças pensantes, destinava-se a alguém reconhecidamente católico. Cecília concorre à vaga com a tese O ESPÍRITO VITORIOSO, um trabalho liberal onde discorria sobre a liberdade individual na sociedade. Perde para um técnico em educação sem qualquer pretensão literária, perfil que agradava mais aos "eleitores"da vaga a que Cecília Meireles concorria.
A despeito de perseguições mais ou menos veladas, e de dificuldades financeiras, Cecília Meireles luta ainda mais pela renovação educacional vigente. Entre junho de 1930 e janeiro de 33, dirige a Página da Educação no Diário de Notícias do Rio de Janeiro. Em seus artigos sobre política, educação e cultura, defende uma política menos casuísta e uma educação moderna. Cecília rompe tabus de uma sociedade, deixando sua marca na História Brasileira como defensora da idéia universal de democracia, numa década em que o mundo vive o período de transição das duas Grandes Guerras. No Brasil, Vargas sai-se vitorioso na Revolução de 30.
A "Página da Educação", comandada por Cecília Meireles, causa fúria no meio político nacional. Cecília refere-se ao presidente Vargas como "Sr. Ditador". Sustentando a idéia de um Brasil menos ufanista, coleciona inimigos e desafetos. Entre eles Alceu Amoroso Lima, crítico católico que, em 71, reconheceria na poeta "uma grande figura feminina do modernismo". Os modernistas, aliás, já a consideravam uma revelação, a partir da publicação de ESPECTROS e BALADAS PARA EL-REI.
Em janeiro de 33, Cecília Meireles encerra seu trabalho frente à Página da Educação. Cansada da perseguição que sofria, manifesta, em correspondência, seu "horror" ao jornalismo. No entanto, ela troca o Diário de Notícias pelo jornal A Nação, contratada sob a condição de não escrever sobre política. Em 34, com o marido, inaugura o Centro de Cultura Infantil do Pavilhão do Mourisco, no Rio. É a primeira biblioteca infantil do país. A convite do governo português, Cecília Meireles dá início a um período de viagens ao exterior. Em Lisboa e Coimbra difunde a cultura, literatura e o folclore brasileiros, em uma série de conferências. Em 1935, ao retornar ao país, novo período de sofrimento não demora a surgir, com o suicídio do marido. Responsável pela educação das três filhas, Cecília Meireles amplia suas atividades profissionais. Volta a lecionar; escreve sobre folclore no jornal A Manhã, crônicas para o Correio Paulista e dirige a Revista Travel in Brazil, no Rio. Além disso, mantém sua atividade no Pavilhão Mourisco.

Boas escolas: base para o sucesso dos jovens

Somente 13,8% das escolas de terceiro grau, entre as mais de nove mil instituições do gênero existentes na América Latina e Caribe, têm avaliação positiva quanto à qualidade.

Fonte: O Globo / Opinião (12.09.2008)]
Antoninho Marmo Trevisan (*)

É o que revela o primeiro "Mapa de Estudos Superiores na América Latina e no Caribe", elaborado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
O índice é preocupante para as nações do continente, considerando que a formação acadêmica constitui-se em requisito fundamental à conquista do desenvolvimento.

Sob o ponto de vista das carreiras profissionais, o estudo também significa importante alerta: é essencial buscar escolas gabaritadas, pois diplomas e títulos universitários são diferenciais efetivos na luta pelo sucesso somente se forem a garantia e o "selo" de um ensino de excelência.
A seriedade, a credibilidade e a competência da Unesco sugerem ser prudente considerar o conteúdo desse inédito relatório, produzido sobre substantiva base de dados e estatísticas de 28 dos 33 países membros da organização na América Latina e no Caribe.
O trabalho evidencia a necessidade de ampliar não só o acesso, mas também a qualidade da educação superior.
Cruzando suas conclusões com outros estudos e processos de avaliação realizados no Brasil, como o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), percebese que, em nosso país, o principal problema reside na questão da excelência, levando-se em conta a grande expansão do número de faculdades nos últimos anos.
O Brasil tem excelentes instituições de ensino superior, mas em quantidade insuficiente para atender à demanda do mercado por profissionais altamente qualificados. Assim, é importante a ampliação do número de boas escolas, em nível de graduação, pós-graduação e cursos de MBA.

Trata-se de algo importante para o país, o universo corporativo e os profissionais. Sob o ponto de vista do mercado, empresas inteligentes são as que recrutam colaboradores devidamente preparados. Afinal, contar com um quadro de profissionais competentes é imperioso; é o requisito que mais valor agrega às empresas, considerando que o talento humano é o fator exponencial de desequilíbrio num cenário em que todos têm acesso a tecnologias semelhantes.
No início do século XX, o genial norteamericano Henry Ford, grande propulsor da indústria moderna, cunhou frase antológica sobre o significado da boa formação: "Se o dinheiro é a sua esperança para independência, você nunca a terá; a única segurança real que um homem pode ter neste mundo é uma reserva de conhecimento." Se tal exigência já era decisiva num mundo que ainda procurava soluções para a simples produção em série de automóveis e outros bens industriais, o que dizer do presente, quando as tecnologias tornam informação, cultura e saber os mais importantes valores de qualquer organização? A resposta a esse desafio contemporâneo pode ser encontrada numa velha aliada dos indivíduos e povos vencedores: a sala de aula! É aí que experiência, conhecimento do mercado, conteúdo adequado e bons professores mudam o destino de pessoas, empresas e países.

(*) Antoninho Marmo Trevisan é empresário e integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Concurso Curta na Escola


O Projeto Curta na Escola enriquece a vida escolar de professores e alunos através do uso de premiados filmes brasileiros de curta-metragem em salas de aula.Mas de 200 filmes já estão acompanhados de pareceres pedagógicos sugerindo seu uso em diferentes disciplinas e todos os níveis de ensino.



Cadastre-se como professor, pesquise filmes relacionados às disciplinas que deseja abordar, prepare suas aulas e relate suas experiências, que ficarão publicadas para consulta no Banco de Relatos do site.
Torne-se Professor-Autor escrevendo relatos de suas experiências com o uso dos filmes em suas aulas.
Os professores-autores dos melhores relatos gravados até 30 de outubro receberão prêmios de R$500,00.
O projeto é aberto a participação de professores de todo o Brasil, que podem exibir os filmes gratuitamente aos alunos através da Internet ou com os DVDs Coleção Curta Na Escola, volumes 1 e 2.
O e-educador é exibidor do Projeto Curta na Escola, acesse também a nossa área Mídias na Educação.

sábado, 13 de setembro de 2008

Alunos Estrelas do 2º Bimestre 2008, em nossa Escola:

EM BREVE ESTARÁ DISPONÍVEL A RELAÇÃO DAS ESTRELAS DO 2º BIMESTRE DE 2008! Estamos torcendo por você! Será que você é uma dessas estrelas?

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Pratique digitação on-line


Digitar rápido e de forma correta sempre é difícil. Para ganhar esta habilidade é necessário muito treino e dedicação
Fonte: blogue do Rafael Nink
Há diversos softwares no mercado para este fim, porém para escola adquiri-los geralmente é necessário dispor de dinheiro, mas com os sites abaixo você não paga nada.
http://keybr.com/
Muito prático e não precisa de cadastro, porém, há poucos níveis de digitação;
http://www.asdf.com.br/
Apresenta diversos níveis de dificuldades. O ponto negativo do site é a obrigação de fazer cadastro;
http://www.aulavaga.com.br/jogos/puzzle/typing-01/
Um jogo em flash para praticar a digitação