sexta-feira, 3 de julho de 2009

VÍDEOS

III FEIRA ESTADUAL DE CIÊNCIAS E CULTURA



SÃO JOÃO 2009.1

terça-feira, 16 de junho de 2009

sábado, 2 de maio de 2009

Especialista analisa baixa qualidade da educação mostrada pelos resultados do Enem 2008: "Mesmo o melhor não é bom!"

Para o sociólogo Simon Schwartzman, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), o sistema de cotas raciais e para deficientes físicos nas universidades é uma medida demagógica, que não atende às reais necessidades desses grupos e não soluciona os problemas da educação brasileira.

- É preciso dar o atendimento adequado para as necessidades de cada um - diz ele ao Globo. Ex-presidente do IBGE, Schwartzman avalia ainda que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem defeitos, mas é melhor que nada, ao traçar um diagnóstico do ensino médio no Brasil, que na média é ruim, seja em escolas públicas ou privadas.
O Globo: Os resultados do Enem servem de referência para os pais escolherem a melhor escola para os filhos?
SIMON SCHWARTZMAN: É uma referência, mas não a única. Se você está interessado que seu filho passe no vestibular, então você escolhe a escola que tem o melhor resultado. Mas essas escolas podem ser muito duras com as crianças, ter um nível de exigência que não faz sentido. Já uma escola com resultado muito ruim tem baixa qualidade, e os pais devem pedir satisfações à instituição. Ter uma boa classificação no Enem pode ser um dos critérios de escolha, mas às vezes o bom resultado vem porque os alunos são tratados à base do chicote. Então, é bom perguntar: você quer isso para seu filho? Tem gente que não quer.
Qual sua opinião sobre as cotas para deficientes e as cotas raciais?
SCHWARTZMAN: O problema do ensino superior não passa pelas cotas. Isso é demagógico, pois não atende às reais necessidades dos mais pobres ou dos deficientes.
Que deficiente precisa de cota?
O que está na cadeira de rodas?
Isso não impede que ele seja um bom aluno e faça vestibular normalmente. Ele vai precisar de outras coisas que facilitem sua mobilidade. Se é uma deficiência visual, é preciso oferecer instrumentos adequados para que o aluno possa superar suas limitações. Se é criada uma regra geral, o que vai acontecer é que vão aparecer deficientes aos montes.
" Há desigualdade na qualidade de ensino, mas o setor público está muito ruim (Simon Schwartzman) "
De modo geral, como o senhor avalia a qualidade do ensino no Brasil?
SCHWARTZMAN: Mesmo o melhor não é bom. Temos um problema de qualidade de cima a baixo.
O senhor acha viável a substituição do vestibular pelo novo Enem?
SCHWARTZMAN: O Enem não vai substituir o vestibular. Ele serve como referência para parte do vestibular nas instituições do Brasil que ainda têm processo seletivo. A maior parte não tem mais vestibular. O setor privado praticamente não tem, e no setor público o vestibular só vale para as áreas mais competitivas. O novo Enem vai funcionar como uma referência que pode ser útil. Mas as universidades que têm cursos mais concorridos vão continuar a ter um sistema de seleção adicional.
O Enem é um bom instrumento para avaliar a qualidade do ensino no Brasil?
SCHWARTZMAN: É um exame que tem problemas, tanto que o Ministério da Educação está trocando e Enem por outro exame. Mas é melhor do que nada. O ideal de uma prova desse tipo é que ela pudesse funcionar como referência para os cursos de ensino médio no Brasil. Mas é uma prova muito mal feita, tanto é que não dá para comparar os resultados de um ano para o outro. A questão de não ser obrigatório também é um problema.
Como o senhor avalia os resultados do Enem de 2008?
SCHWARTZMAN: É basicamente o já se sabia. As escolas públicas são ruins, as particulares são melhores, algumas federais se destacam. Há desigualdade na qualidade de ensino tanto de escolas públicas quanto privadas. Mas, na média, o setor público está muito ruim.
Quais as razões da diferença de qualidade entre o ensino privado e público?
SCHWARTZMAN: Há muitas razões. O ensino privado recebe alunos de maior poder aquisitivo, de famílias com maior escolaridade. As escolas particulares estão interessadas em ter melhores resultados, pois estão competindo no mercado. Na escola pública, grande parte do ensino médio funciona de noite, não tem sistema de estímulo à qualidade, recebe os alunos mais pobres, com mais limitações
Fonte:
Jornal o Globo, 30/04/2009.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Quem é verdadeiramente o Sr.Gilmar Mendes

Jornalista da revista Carta Capital denuncia que programa da TV Câmara que tratava das supostas revelações contidas no computador apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha, foi retirado da página da TV a pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Leandro Fortes escreveu carta dirigida a jornalistas brasileiros relatando o caso e protestando contra a censura.O jornalista Leandro Fortes, da revista Carta Capital, escreveu uma carta aberta aos jornalistas brasileiros denunciando a prática de censura por parte do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Segue a íntegra da carta e um dos trechos do programa, disponível no Youtube:
"No dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado Comitê de Imprensa, um espaço reconhecidamente plural de discussão da imprensa dentro do Congresso Nacional. A meu lado estava, também convidado, o jornalista Jailton de Carvalho, da sucursal de Brasília de O Globo. O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior, com as supostas e “aterradoras” revelações contidas no notebook apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha.Eu, assim como Jailton, já havia participado outras vezes do Comitê de Imprensa, sempre a convite, para tratar de assuntos os mais diversos relativos ao comportamento e à rotina da imprensa em Brasília. Vale dizer que Jailton e eu somos repórteres veteranos na cobertura de assuntos de Polícia Federal, em todo o país. Razão pela qual, inclusive, o jornalista Paulo José Cunha nos convidou a participar do programa.
Nesta carta, contudo, falo somente por mim.Durante a gravação, aliás, em ambiente muito bem humorado e de absoluta liberdade de expressão, como cabe a um encontro entre velhos amigos jornalistas, discutimos abertamente questões relativas à Operação Satiagraha, à CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, às ações contra Protógenes Queiroz e, é claro, ao grampo telefônico – de áudio nunca revelado – envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás. Em particular, discordei da tese de contaminação da Satiagraha por conta da participação de agentes da Abin e citei o fato de estar sendo processado por Gilmar Mendes por ter denunciado, nas páginas da revista Carta Capital, os muitos negócios nebulosos que envolvem o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade do ministro, farto de contratos sem licitação firmados com órgãos públicos e construído com recursos do Banco do Brasil sobre um terreno comprado ao governo do Distrito Federal, à época do governador Joaquim Roriz, com 80% de desconto. Terminada a gravação, o programa foi colocado no ar, dentro de uma grade de programação pré-agendada, ao mesmo tempo em que foi disponibilizado na internet, na página eletrônica da TV Câmara. Lá, qualquer cidadão pode acessar e ver os debates, como cabe a um serviço público e democrático ligado ao Parlamento brasileiro. O debate daquele dia, realmente, rendeu audiência, tanto que acabou sendo reproduzido em muitos sites da blogosfera.
Qual foi minha surpresa ao ser informado por alguns colegas, na quarta-feira passada, dia 18 de março, exatamente quando completei 43 anos (23 dos quais dedicados ao jornalismo), que o link para o programa havia sido retirado da internet, sem que me fosse dada nenhuma explicação. Aliás, nem a mim, nem aos contribuintes e cidadãos brasileiros. Apurar o evento, contudo, não foi muito difícil: irritado com o teor do programa, o ministro Gilmar Mendes telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB de São Paulo, e pediu a retirada do conteúdo da página da internet e a suspensão da veiculação na grade da TV Câmara. O pedido de Mendes foi prontamente atendido.Sem levar em conta o ridículo da situação (o programa já havia sido veiculado seis vezes pela TV Câmara, além de visto e baixado por milhares de internautas), esse episódio revela um estado de coisas que transcende, a meu ver, a discussão pura e simples dos limites de atuação do ministro Gilmar Mendes. Diante desta submissão inexplicável do presidente da Câmara dos Deputados e, por extensão, do Poder Legislativo, às vontades do presidente do STF, cabe a todos nós, jornalistas, refletir sobre os nossos próprios limites. Na semana passada, diante de um questionamento feito por um jornalista do Acre sobre a posição contrária do ministro em relação ao MST, Mendes voltou-se furioso para o repórter e disparou: “Tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta”. Como assim? Que perguntas podem ser feitas ao ministro Gilmar Mendes? Até onde, nós, jornalistas, vamos deixar essa situação chegar sem nos pronunciarmos, em termos coletivos, sobre esse crescente cerco às liberdades individuais e de imprensa patrocinados pelo chefe do Poder Judiciário? Onde estão a Fenaj, e ABI e os sindicatos?
Apelo, portanto, que as entidades de classe dos jornalistas, em todo o país, tomem uma posição clara sobre essa situação e, como primeiro movimento, cobrem da Câmara dos Deputados e da TV Câmara uma satisfação sobre esse inusitado ato de censura que fere os direitos de expressão de jornalistas e, tão grave quanto, de acesso a informação pública, por parte dos cidadãos. As eventuais disputas editoriais, acirradas aqui e ali, entre os veículos de comunicação brasileiros não pode servir de obstáculo para a exposição pública de nossa indignação conjunta contra essa atitude execrável levada a cabo dentro do Congresso Nacional, com a aquiescência do presidente da Câmara dos Deputados e da diretoria da TV Câmara que, acredito, seja formada por jornalistas.
Sem mais, faço valer aqui minha posição de total defesa do direito de informar e ser informado sem a ingerência de forças do obscurantismo político brasileiro, apoiadas por quem deveria, por dever de ofício, nos defender.
Leandro Fortes Jornalista Brasília, 19 de março de 2009

Foram enviadas cópias desta carta para Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj); Maurício Azedo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI); e Romário Schettino, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF)
Devemos ficar mais atentos com a forma que este Ministro do Supremo atua. “Só falta agora ele querer calar a sociedade brasileira com seu pedantismo.”
Por:Sandro Leonel
PS-O vídeo no Youtube tem o seguinte titulo: Por que Gilmar Mendes censurou programa da TV Câmara.

terça-feira, 17 de março de 2009

Congressos e Cursos de Geografia e Ciências afins.

EVENTOS – 2009

- XIX ENCONTRO NACIONAL DE GEOGRAFIA AGRÁRIA – XIX ENGA. Formação e contemporaneidade da diversidade sócio-espacial no campo. Universidade de São Paulo, 02 a 07 de fevereiro de 2009.
http://www.geografia.fflch.usp.br/inferior/laboratorios/agraria/Programação_ENGA_30_anos.htm

- ENCONTRO NORTE-NORDESTE DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM GEOGRAFIA – ANPEGE. FORTALEZA, 25 A 27 DE MARÇO DE 2009 - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ – UFC

- XII ENCONTRO DE GEÓGRAFOS DA AMÉRICA LATINA – “Caminhando numa América Latina em transformação”. Universidad de la República, Montevideu, Uruguai 3 a 7 de abril de 2009http://www.egal2009.com

- II SEMINÁRIO DE HISTÓRIA E CULTURA HISTÓRICA - 80 anos dos Annales: contribuições historiográficas - Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba, 20 e 23 de abril de 2009.

- VIII Encontro Nacional e I Encontro Internacional com o Pensamento de Milton Santos. “Lugar-Mundo: Perversidades e Solidariedades”. Natal, RN, 13 a 15 de maio de 2009 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN. http://www.cchla.ufrn.br/geoesp/milton/#

- 61ª Reunião Anual da SBPC. AMAZÔNIA: CIÊNCIA E CULTURA. Manaus, AM, 12 a 17 de julho de 2009 - Universidade Federal do Amazonas – UFAM. http://www.sbpcnet.org.br/manaus/

- XIII SBGFA - SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA. Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, MG, 06 a 10 de julo de 2009. http://www.geo.ufv.br/simposio

- X ENCONTRO REGIONAL DE ESTUDOS GEOGRÁFICOS: Geografia e (Des)envolvimento da/na Região Nordeste: uma leitura crítica geográfica. Campina Grande, PB, 22 a 25 de julho de 2009 - Associação dos Geógrafos Brasileiros – AGB/Seção Campina Grande (Seções locais Aracaju, Fortaleza, Guarabira, João Pessoa e Recife).

- 10º Encontro Nacional de Prática de Ensino em Geografia – ENPEG. Porto Alegre, RG, 30, 31 de agosto e 01 e 02 de setembro de 2009. Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. http://www.ufrgs.br/faced/enpeg/

- XII Congresso da Associação Brasileira de Estudos do Quaternário - IV Congreso Argentino de Cuaternario y Geomorfología - II Reunión sobre el Cuaternario de América del Sur. La Plata, Argentina, 21-23 de setembro de 2009. http://www.abequa.org.br/

- XI Simpósio Nacional de Geografia Urbana - XI SIMPURB: VINTE ANOS DE REFLEXÕES SOBRE O URBANO E A CIDADE - Transformações e tendências. Universidade de Brasília, DF, 01 a 04 de Setembro de 2009. www.xisimpurb.unb.br

- VIII Encontro Nacional da Anpege
Curitiba/PR – 28 de setembro a 02 de outubro de 2009
http://www.anpege.org.br/

- Seminário História do Pensamento Geográfico – Novembro 2009
(Ano França no Brasil – de 21 de abril a 15 de novembro). PPGG/UFPB

segunda-feira, 16 de março de 2009

A PRODUÇÃO DO ESPAÇO E O ESTADO

A PRODUÇÃO DO ESPAÇO E O ESTADO

Prof.Sandro Leonel

O que é Estado?Conjunto das instituições que formam a organização político-administrativa de um povoou nação: o Governo, Forças Armadas, as escolas públicas, as prisões, os tribunais hospitais públicos etc.
O Governo é a cúpula administrativa que comanda o estado, e a diferença entre estado e governo é que o governo é somente parte do estado enquanto o estado é mais amplo engloba outros setores alem de compreender as esferas municipal estadual e federal. E todas as atividades estão ligadas a ele.
Dessa forma cada estado corresponde a um povo ou nação, mas existem estado como do Canadá, que não correspondem a uma nação pois existe uma província chamada Quebec que gostaria de ter seu próprio território, existem também outros estados como Israel e palestina que encontram em constantes conflitos e que sonham com a criação do seu próprio território.
O estado engloba todas as funções que não são particulares, a escola, a economia, arrecadação de impostos, o cidadão, todos de alguma forma sofrem a influencia do Estado.Na construção do espaço o estado é muito importante pois representa o poder público de uma sociedade, o estado tem a função na sociedade moderna de implantar a infra-estrutura, como asfalto de água e energia elétrica esgoto e outras obras que facilitam a implantação por parte das empresas particulares de grandes industrias.Enquanto as indústrias montam suas estruturas o governo montam para as empresas a infra-estrutura para que elas possam obter seus lucros cada vez maiores e o Estado possa receber seus impostos. O lucro de uma empresa depende da infra-estrutura do local onde esta localizada a sua empresa.
De 1930 até 1970 as empresas cresceram muito, e o estado era pouco influente sendo percebido somente nas capitais, nesse período as empresas eram estatizadas com a intenção de fortalecer a influência política e econômica do Estado sobre o sociedade (cidadão e empresas).A partir de 1970, essa ordem se inverteu, o Estado passou a privatizar empresas equilibrando o poder de decisão do Estado e as empresas, para que as empresas investissem em novas tecnologias. O Estado passou a comandar a política financeira através de importação e exportação. Com isso sempre que alguma mercadoria estivesse com a demanda maior que a oferta o governo recorria ao mercado internacional.Desde os anos 90, governos e imprensa falam de uma nova ordem mundial, uma correlação de forças no plano internacional de equilíbrio mundial entre estados nacionais.
A Geopolítica. Ordem Multipolar:Existem múltiplas grandes potencias mundiais que disputavam a hegemonia internacional – existia desde antes da segunda Guerra mundial. Apartir de 1945 a ordem existente desmoronou completamente os impérios existentes foram se arruinando e ocorreu a descolonização das nações da África.
Ordem Bipolar:Após a segunda guerra mundial nasceu a ordem bipolar, paises europeus sofreram muitas perdas com a Guerra, a Alemanha foi a grande perdedora e foi dividida em duas “ocidental e Oriental”, o Japão também ficou arrasado foi o único pais do mundo a sofrer os efeitos da bomba atômica.Os Estados unidos e A Rússia foram os grandes vencedores, as atividades industrial nos Estados Unidos desenvolveram muito. Por outro lado a União Soviética apesar das perdas com a Guerra saiu fortalecida no final, a “Bipolaridade” o mundo dominado por duas grandes potencias.Guerra Fria:Surgimento do Bloco Socialista (bloco oriental) que ocorreu após a segunda Guerra mundial, apenas a União Soviética e a Mongólia adotavam o socialismo (economia Planificada), depois vários outros paises seguiram o exemplo Soviético: antiga Iugoslávia, Albânia, Alemanha oriental, e Bulgária, em 1945 a Polônia e Romênia em 1947, a ex-Tchecolosváquia e Coréia do norte em 1948, a China e Hungria em 1949 e mais tarde em Cuba Vietnã, Laos, Comborja e outros.O bloco ocidental, ou capitalista, liderado pelos Estados Unidos e o bloco oriental ou Socialista liderado pela Rússia cada um com a sua área de influencia.A Guerra Fria consistiu numa rivalidade disputa pela hegemonia mundial, foi uma disputa econômica, política e psicológica, onde cada potencia mostrava sua superioridade na tentativa de conseguir mais aliados.Assim de 1945 até o fim de 1980 a União Soviética procurou enfraquecer os governos aliados aos estados unidos. Para isso sustentava os movimentos guerrilheiros contrários aos governos e apoiavam a política Soviética.Por outro lado os Estados Unidos usavam argumentos parecidos para justificar suas atitudes mantendo uma política semelhante a política adotada pelos Soviéticos.A União Soviética dizia representar o Socialismo, e defendia o mundo contra a exploração capitalista e a agressividade norte americana. Por sua vez os americanos batalhavam pela democracia e liberdade contra o totalitarismo soviético.
A Crise da Bipolaridade:As duas superpotências entrou em colapso nos anos 80, entre 89 e 1991 esse colapso foi o resultado do esgotamento das economias planificadas (socialista) e o surgimento de novos pólos mundiais de poder , a União européia, o Japão e mais recentemente a China.
As economias planificadas era o alicerce do socialismo a partir dos anos 80 entraram em crise pelos seguintes motivos: não conseguiram acompanhar a terceira revolução industrial (revolução técnico- cientifico ) empresas flexíveis tomadas de decisão rápidas. A planificação nunca foi muito eficiente determinava de cima para baixo. fatos inesperados aconteciam e atrapalhavam a concretização dos planos que eram qüinqüenais. Também havia falta de motivação para a inovação tecnológica das empresas pois todas eram estatais, por fim a homogeneização salarial quase todos os trabalhadores ganhavam os mesmos salários e residiam em casas semelhantes.
Os novos pólos mundiais advento do surgimento de novas potencias econômicas do globo faz voltar a era da multipolaridade mas alguns autores preferem dizer que existe apenas uma grande potencia para estes vivemos uma nova ordem denominada Unimultipolar onde os Estados Unidos é a única grande potencia.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Participação política e cidadania

Participação política e cidadania
Conforme o contexto histórico, social e político, a expressão "participação política" se presta a inúmeras interpretações. Se considerarmos apenas as sociedades ocidentais que consolidaram regimes democráticos, por si só, o conceito pode ser extremamente abrangente. A participação política designa uma grande variedade de atividades, como votar, se candidatar a algum cargo eletivo, apoiar um candidato ou agremiação política, contribuir financeiramente para um partido político, participar de reuniões, manifestações ou comícios públicos, proceder à discussão de assuntos políticos etc.
Níveis de participação política
O conceito de participação política tem seu significado fortemente vinculado à conquista dos direitos de cidadania. Em particular, à extensão dos direitos políticos aos cidadãos adultos. Sob essa perspectiva, podemos delimitar três níveis de participação política. O primeiro nível de participação pode ser denominado de presença. Trata-se da forma menos intensa de participação, pois engloba comportamentos tipicamente passivos, como, por exemplo, a participação em reuniões, ou meramente receptivos, como a exposição a mensagens e propagandas políticas. O segundo nível de participação pode ser designado de ativação. Está relacionada com atividades voluntárias que os indivíduos desenvolvem dentro ou fora de uma organização política, podendo abranger participação em campanhas eleitorais, propaganda e militância partidária, além de participação em manifestações públicas. O terceiro nível de participação política será representado pelo termo decisão. Trata-se da situação em que o indivíduo contribui direta ou indiretamente para uma decisão política, elegendo um representante político (delegação de poderes) ou se candidatando a um cargo governamental (legislativo ou executivo).
Ideal democrático
Tomando por base sociedades contemporâneas que consolidaram regimes democráticos representativos (países da Europa Ocidental, América do Norte e Japão), o ideal democrático que emergiu nessas sociedades supõe cidadãos tendentes a uma participação política cada vez maior. Contudo, numerosas pesquisas sociológicas na área apontam que não há correlação entre os três níveis de participação política considerados acima. Ademais, a participação política envolve apenas uma parcela mínima dos cidadãos. A forma mais comum e abrangente de participação política está relacionada à participação eleitoral. É um engano, no entanto, supor que haja, com o passar dos anos, um crescimento ou elevação dos índices desse tipo de participação. Mesmo em países de longa tradição democrática, o ato de abstenção (isto é, quando o cidadão deixa de votar) às vezes atinge índices elevados (os Estados Unidos são um bom exemplo). Em outros casos, porém, quando a participação nos processos eleitorais chega a alcançar altos índices de participação, isso não se traduz em aumento de outras formas de participação política (o caso da Itália é um bom exemplo).
Estruturas políticas
A participação política tal como foi conceituada é estritamente dependente da existência de estruturas políticas que sirvam para fornecer oportunidades e incentivos aos cidadãos. Em sistemas democráticos, as estruturas de participação política consideradas mais importantes estão relacionadas com o sufrágio universal (direito de voto) e os processos eleitorais competitivos em que forças políticas organizadas, sobretudo partidos políticos, disputam cargos eletivos. Também é preciso salientar a importância das associações voluntárias, provenientes de uma sociedade civil de tipo pluralista. Essas entidades atuam como agentes de socialização política, servindo, portanto, de elo de conexão e recrutamento entre os cidadãos e as forças políticas organizadas.

Relevo, clima, vegetação e população EUROPA

Relevo, clima, vegetação e população
No sentido estritamente geológio e geográfico, a Europa é uma grande península, a parte ocidental da Eurásia ou continente eurasiano. Por motivos culturais, considera-se a Europa como um região continental. Trata-se de um continente pequeno, cuja superfície é de 10.400.000 Km2 (apenas cerca de 2 milhões de quilômetros quadrados a mais que o território brasileiro).Por outro lado, ela conta com cerca de 800 milhões de habitantes, sendo o terceiro continente mais populoso, após a Ásia e a África. A história e a cultura européia influenciaram indiscutivelmente o mundo inteiro. A posição central da Europa em relação aos outros continentes e penetração marítima sempre favoreceram a comunicação entre as populações das diversas regiões e as migrações para outras áreas do mundo.Os mares constituem os maiores limites naturais da Europa. Ao Norte, ela é delimitada pelo oceano glacial Ártico; a Oeste, pelo oceano Atlântico, ao Sul, pelo mar Mediterrâneo e o mar Negro; a Leste, pelo mar Cáspio e ainda pela cadeia montanhosa dos Urais e pelo rio Ural.
Relevo
A Europa é composta de um conjunto de penínsulas unidas. As maiores delas são a "terra firme" e a Escandinávia, no norte, divididas pelo mar Báltico. Três penínsulas menores (Ibérica, Itálica e Balcânica) despontam da margem sul do território no Mediterrâneo, separando o continente da África. No Leste, a terra firme se estende até os limites do continente com a Ásia, nos Urais.Os relevos europeus mostram grandes desníveis em áreas relativamente pequenas. Alternam-se extensas planícies (Europa báltica, Europa Central), maciços pré-cambrianos (Escandinávia, Escócia) ou paleozóicos (Maciço Central, Vosges, maciço Xistoso-Renaro, Meseta Ibérica) e elevadas cadeias terciárias (Alpes, Pireneus, Cárpatos, Cáucaso). As diferenças geográficas explicam a separação das nações européias ao longo da história.
Hidrografia
A Europa possui três regiões hidrográficas: a dos rios atlânticos, como Minho (Espanha e Portugal), Sena (França), Mosa (França, Bélgica e Países Baixos) e Tâmisa (Inglaterra), que são coletores de planície e apresentam caudal regular durante todo o ano; a dos rios de planície, como Vístula (Polônia), Dniepre (Rússia, Belarus e Ucrânia), Dniester (Ucrânia e Moldávia), Don (Rússia) e Volga (Rússia), que apresentam longos trechos navegáveis e que congelam no inverno; e a dos rios mediterrâneos, como Ebro (Espanha), Garona (Espanha e França), Ródano (Suíça e França) e Pó (Itália), que possuem curso muito irregular e estão sujeitos a longas estiagens no verão. Os regimes do Danúbio (Alemanha, Áustria, Eslováquia, Hungria, Croácia, Sérvia, Bulgária, Romênia, Moldávia e Ucrânia.) e do Reno (a Suíça, a Áustria, o Liechtenstein, a Alemanha, a França e os Países Baixos) variam conforme a região que atravessam.
Clima
O continente apresenta grande variedade climática devido à configuração topográfica, que permite a penetração da influência moderadora do oceano Atlântico. Há três tipos de clima: o oceânico, o continental e o mediterrâneo. O primeiro se estende pela faixa ocidental, da Noruega a Portugal. O clima continental predomina na Polônia, no leste da Alemanha, nas regiões banhadas pelo Danúbio, na Suécia, na Finlândia, nos países bálticos e nas regiões européias da Rússia. O clima mediterrâneo cobre uma grande extensão do continente em virtude do longo corredor formado pelo mar Mediterrâneo, que atrai as massas de ar atlânticas no outono e no inverno. Abrange sobretudo o sul da França, a Espanha, a Itália e a Grécia.
Flora e fauna
Há cinco regiões botânicas. A tundra aparece nas áreas mais ao Norte do continente (Escandinávia, Islândia, Rússia). A faixa situada ao sul dessa área é coberta pelo bosque boreal de coníferas (pinheiros, abetos e lariços). O bosque temperado se estende ao longo da costa atlântica (faias, carvalhos, tílias) e limita-se, a leste, com a estepe, cuja vegetação gramínea se prolonga da Hungria à Ucrânia. Ao sul do bosque temperado, prevalece a vegetação mediterrânea (pinheiros, azinheiras e sobreiros).A ação humana reduziu o número e o hábitat das espécies selvagens européias. Na zona mais setentrional vivem animais de peles finas, como a rena e a foca. Nos bosques temperados habitam o urso pardo, a raposa, o lince e a lontra, e, na área mediterrânea, lebres, javalis, perdizes e faisões. A montanha apresenta uma fauna peculiar, com animais como o alce e o cabrito montês.
Composição étnica
A Europa é o continente de maior densidade populacional do mundo e de mais equilibrada distribuição demográfica. Os povos europeus são em sua maioria caucasóides (brancos), com exceção dos lapões, búlgaros, turcos, magiares e finlandeses, de origem mongolóide.
Línguas
A maioria das línguas européias procede do tronco indo-europeu. Os grupos mais importantes são: o neolatino ou românico (francês, italiano, espanhol, português, provençal, sardo, reto-romeno,etc.